Impedir a privatização da <i>ANA</i>
O Sector dos Transportes da Direcção da Organização Regional de Lisboa do PCP emitiu um comunicado, anteontem, expondo «cinco razões para lutar contra a privatização da ANA», depois de o ministro dos Transportes, confrontado pelo Grupo Parlamentar do PCP, na Assembleia da República, ter confirmado a intenção de privatizar cerca de cinquenta por cento da gestora dos aeroportos nacionais.
Com esta privatização, ficaria comprometida «a viabilidade de todo o sector aéreo nacional» e seria dado «um contributo para a concentração monopolista do sector à escala europeia», avisou a DORL do PCP, no comunicado dirigido aos trabalhadores do Aeroporto de Lisboa.
No entanto, «na última campanha eleitoral, o PS tinha assumido o compromisso de que não privatizaria a ANA», recordou o responsável pelo Sector dos Transportes da Direcção da Organização Regional do PCP, Manuel Gouveia, em declarações ao Avante!, salientando este «habitual comportamento demagógico por parte do PS, em vésperas de eleições».
«A gestão dos aeroportos ficaria ao serviço de determinados grupos económicos que, a curto prazo, seriam estrangeiros, provocando perigos evidentes, tanto para o turismo nacional como para a TAP, pois também esta ficaria comprometida com a privatização da ANA», alertou Manuel Gouveia, lembrando, igualmente, as consequências da concorrência provocada pelos voos de baixo custo, vulgarmente chamados low-cost. «Ambos estes factores subordinam a lógica do interesse nacional à do lucro, num País onde o único aeroporto lucrativo é o de Lisboa, e todo o investimento nos aeroportos periféricos tem sido alimentado pelos resultados na Portela», explicou.
À semelhança do processo semelhante ocorrido na Madeira, a privatização da ANA «originaria uma subida das taxas portuárias para garantir a viabilidade económica dos restantes aeroportos, com prejuízos graves para as regiões onde o serviço não é lucrativo, embora seja imprescindível ao seu desenvolvimento», considerou o responsável da DORL, lembrando como uma decisão semelhante, na Grécia, levou ao fim da companhia aérea grega de bandeira, Olímpia.
No comunicado onde se recorda também o processo de privatização do handling e da TAP, no quadro do PEC, a DORL do PCP pugna para que a construção, gestão e manutenção dos aeroportos nacionais se mantenha pública, subordinando-se, «exclusivamente aos interesses do desenvolvimento do sector e do País».
«A ANA dá lucros de muitos milhões», recordou a DORL do PCP, salientando que «o encaixe conjuntural, com a privatização terá, como contrapartida, uma redução de receitas e aumento de despesas no futuro». Um incremento da exploração dos trabalhadores do sector é outra inevitável consequência desta privatização, bem como uma ainda maior degradação da soberania nacional, avisou a organização comunista.
Avaliação repressiva na SPdH
A propósito dos critérios de uma avaliação de desempenho «pouco ou nada claros», adoptados na Sociedade Portuguesa de Handling, a Comissão de Trabalhadores emitiu, dia 9, um comunicado onde os classifica como «um último atentado aos trabalhadores».
Para a CT da SPdH, aquela avaliação teve, como único objectivo, «impedir a evolução na carreira». Prova dessa intenção é o «incrível» critério segundo o qual um trabalhador que atinja uma avaliação de 90 por cento é classificado como «Mau». A CT também criticou que tenha sido condicionante para as notas atribuídas os objectivos operacionais estratégicos da empresa, pois assim os trabalhadores são «responsabilizados por actos de gestão». «Chocante» foi como a Comissão de Trabalhadores classificou o comportamento de «alguns colaboradores», por terem prejudicado avaliações, recorrendo a motivos «à margem da lei», como o direito à maternidade apresentado como originador de absentismo, ou a consideração da introversão ou extroversão dos trabalhadores como critérios avaliativos, sem nunca se explicar «a sua ligação à capacidade de desempenho».
Com esta privatização, ficaria comprometida «a viabilidade de todo o sector aéreo nacional» e seria dado «um contributo para a concentração monopolista do sector à escala europeia», avisou a DORL do PCP, no comunicado dirigido aos trabalhadores do Aeroporto de Lisboa.
No entanto, «na última campanha eleitoral, o PS tinha assumido o compromisso de que não privatizaria a ANA», recordou o responsável pelo Sector dos Transportes da Direcção da Organização Regional do PCP, Manuel Gouveia, em declarações ao Avante!, salientando este «habitual comportamento demagógico por parte do PS, em vésperas de eleições».
«A gestão dos aeroportos ficaria ao serviço de determinados grupos económicos que, a curto prazo, seriam estrangeiros, provocando perigos evidentes, tanto para o turismo nacional como para a TAP, pois também esta ficaria comprometida com a privatização da ANA», alertou Manuel Gouveia, lembrando, igualmente, as consequências da concorrência provocada pelos voos de baixo custo, vulgarmente chamados low-cost. «Ambos estes factores subordinam a lógica do interesse nacional à do lucro, num País onde o único aeroporto lucrativo é o de Lisboa, e todo o investimento nos aeroportos periféricos tem sido alimentado pelos resultados na Portela», explicou.
À semelhança do processo semelhante ocorrido na Madeira, a privatização da ANA «originaria uma subida das taxas portuárias para garantir a viabilidade económica dos restantes aeroportos, com prejuízos graves para as regiões onde o serviço não é lucrativo, embora seja imprescindível ao seu desenvolvimento», considerou o responsável da DORL, lembrando como uma decisão semelhante, na Grécia, levou ao fim da companhia aérea grega de bandeira, Olímpia.
No comunicado onde se recorda também o processo de privatização do handling e da TAP, no quadro do PEC, a DORL do PCP pugna para que a construção, gestão e manutenção dos aeroportos nacionais se mantenha pública, subordinando-se, «exclusivamente aos interesses do desenvolvimento do sector e do País».
«A ANA dá lucros de muitos milhões», recordou a DORL do PCP, salientando que «o encaixe conjuntural, com a privatização terá, como contrapartida, uma redução de receitas e aumento de despesas no futuro». Um incremento da exploração dos trabalhadores do sector é outra inevitável consequência desta privatização, bem como uma ainda maior degradação da soberania nacional, avisou a organização comunista.
Avaliação repressiva na SPdH
A propósito dos critérios de uma avaliação de desempenho «pouco ou nada claros», adoptados na Sociedade Portuguesa de Handling, a Comissão de Trabalhadores emitiu, dia 9, um comunicado onde os classifica como «um último atentado aos trabalhadores».
Para a CT da SPdH, aquela avaliação teve, como único objectivo, «impedir a evolução na carreira». Prova dessa intenção é o «incrível» critério segundo o qual um trabalhador que atinja uma avaliação de 90 por cento é classificado como «Mau». A CT também criticou que tenha sido condicionante para as notas atribuídas os objectivos operacionais estratégicos da empresa, pois assim os trabalhadores são «responsabilizados por actos de gestão». «Chocante» foi como a Comissão de Trabalhadores classificou o comportamento de «alguns colaboradores», por terem prejudicado avaliações, recorrendo a motivos «à margem da lei», como o direito à maternidade apresentado como originador de absentismo, ou a consideração da introversão ou extroversão dos trabalhadores como critérios avaliativos, sem nunca se explicar «a sua ligação à capacidade de desempenho».